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Pedra do Frade

(...) “Depois de costearmos a terra desses uetacá, avistamos outra região próxima, chamada de Macaé e habitada por outros selvagens... Nessas terras vê-se à beira-mar, um grande rochedo em forma de torre, tão reluzente ao sol que pensam muitos tratar-se de uma espécie de esmeralda; e, com efeito, os franceses e portugueses que por aí velejam a denominam Esmeralda de Macaé. Dizem que ela é rodeada por uma infinidade de rochedos à flor dágua que avançam mar a fora cerca de duas léguas e como tão pouco a ela se tem acesso por terra, é completamente impraticável.” (Jean de Lèry, 1578)

Símbolo e cartão postal de toda região serrana de Macaé, o Pico do Frade é Constituído de duas grandes rochas: A maior, denominada Pedra do Frade e outra menor, localizada em seu lado norte, denominada por seus desbravadores como Pedra do Paulo. A região do pé do pico é coberta por densa floresta tropical adulta, apresentando em seu interior além de bela e variada flora, um grande número de animais selvagens. Por causa de sua grande altitude, o Pico do Frade é avistado em vários pontos da região norte do Estado, de Barra de São João até Campos. De sua parte mais alta, no norte tem-se uma visão ampla de toda a Região Serrana de Macaé, ao leste avista-se Macaé, e à oeste, os municípios de Conceição de Macabu e Trajano de Moraes. Seu acesso não é muito fácil, sendo feito através da localidade de Crubixais. Por isso o atrativo é principalmente de interesse dos alpinistas, e deve sempre ser feito com guias especializados em escaladas, para o acesso ao seu ponto mais alto. A sua real altitude é motivo de controvérsias, pois podemos ver em diferentes publicações e depoimentos tanto a altitude de 1750m como a de 1429m. A origem de seu nome pode ser constatada no trecho que se segue abaixo:

(...)e pouco distante das fraldas do Frade (Hé um Pico assas elevado sobre huma Serra com altura muito superior aos maiores da sua vezinhança; quaze está rebaçado de névoeiro. Tem semelhança de hum Frade de joelhos com o Capêllo na cabeça e d’aqui lhe vem o nome. Os Mareantes da Costa Olhão para elle com dependência).” (Couto Reys, 1785)

A Conquista


“Aos vinte e sete dias de fevereiro do ano de 1949, às 11 horas e quinze minutos, o cume desta montanha foi pela primeira vez pisada pelo homem. Foram autores (...): Hamilkar Reigas, Ricardo de Menescal, Lauro Ferreira Fritz Schmit, Henrique Limberg que fizeram tremular vitoriosa, neste local, a flâmula do CLUBE EXCURSIONISTA CARIOCA.” (Retirado do Livro do Pico do Frade – 1949)

A equipe do CLUBE EXCURSIONISTA CARIOCA, depois da escalada árdua e perigosa que durou cerca de 3 horas, permaneceu no alto do pico durante 15 minutos, o tempo necessário para inscrever na pedra o registro do feito, até então considerado inacessível. Os alpinistas lá deixaram, antes de seu regresso, um livro destinado ao registro e assinatura de todos que aventurassem o mesmo feito. Em 1990, Este livro foi retirado do seu lugar de origem, tendo desaparecido e, posteriormente, localizado pela AMA-Glicério (Associação de Moradores e Amigos de Glicério) em um estabelecimento comercial do Distrito. No ano 2000, foi restaurado por intermédio da Fundação Macaé de Cultura (Centro de Memória Antonio Alvarez Parada) com recursos da Prefeitura Municipal de Macaé, e hoje se encontra exposto no Museu de Macaé, localizado no Solar dos Mello.


Fonte: Solar dos Mello, Intranet
Museu da Cidade de Macaé


Agradecimentos a Artemio Macedo por ceder estas informaçoes Históricas da Região.

 

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