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Centro de Informações Turisticas de Glicério Tel (22) 2793-4096
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Na região serrana de MAcaé ainda existe uma familia de Japoneses que ainda vivem de agricultura
Fotografias feitas de quadros existente no centro de informações turisticas de Glicério. Informações abaixo obtidas no site do Jornal o Debate. A história dos japoneses em Macaé antecede a chegada do famoso navio Kasato Maru, que aportou em Santos no dia 18 de junho de 1908 e segundo as história oficial, trouxe os primeiros imigrantes japoneses para o Brasil. Porém, em Macaé a comemoração do centenário da chegada dos japoneses na cidade, aconteceu em 2006, ou seja, dois anos antes da chegada "oficial" dos japoneses ao nosso país. Esta imigração inclusive foi tema de dissertação de doutoramento da professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mariléia Franco Marinho Ioue. Os primeiros japonses chegaram a Macaé e se instalaram no distrito de Glicério, onnde viviam basicamente da agricultura. A adaptação destes imigrantes à região aconteceu de forma rápida apesar das dificuldades em relação ao idioma e a cultura, tão diferentes.Com o passar do tempo os japoneses acabaram atuando em outras atividades econômicas na região como a pesca, o comércio e a indústria. Entre os japoneses que se destacaram em Macaé, podemos citar Yuzamburo Yamagata, empresário dono de terras em Glicério e também de uma salina em São Pedro da Aldeia. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Santana. Uma das principais mudanças que os japoneses implantaram na pesca, foi com relação ao horário, pois eles passaram a pescar a noite o que acabou gerando um aumento da produtividade. Outro setor onde os japoneses tiveram papel fundamental foi com relação a fabicação de materiais pirotécnicos, tanto que, em 1910, na comemoração do centenário da abertura dos portos às nações amigas, no Rio de Janeiro, os fogos utilizados foram os fabricados pelos japoneses que viviam em Macaé. Eles também tiveram participação fundamental na construção da Usina de Macabu, no distrito do Frade, que começou a ser construída em 1939. O primeiro gerador foi trazido do Japão e montado pelos japoneses que construiram a usina. Com a Segunda Guerra Mundial e a perseguição sofrida pelos japoneses por parte do governo acabou provocando a saída de muitos japoneses e descendentes da região. Em 1941, os Estados Unidos suspendeu as exportações do material utilizado na construção. Porém, como afirma a tese da professora Mariléia Franco, o governo norte americano, compreendendo o alcance da hidro-elétrica fluminense, estabeleceu para Macabu uma série de medidas protecionistas e prioridades, o que permitiu que não fosse interrmpida a sua construção. Na década de 60, os japoneses voltaram a Macaé, entre eles estava o senhor Adachi, que foi para a fazenda Sanandu, em Glicério e que havia sido comprada pela Cooperativa Agrícola de Cotia e onde os japoneses pretendiam viver do cultivo de tomate. Segundo a historiadora Conceição Franco da Secretaria Municipal de Arquivo e Patrimônio Histórico (SEMAPH), atualmente existe apenas a família do senhor Masao Takahashi que ainda moram em Serra da Cruz. Autor: Ricardo Abreu
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