Forte Marechal Hermes

A História Militar da 1ª Bateria do 10º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (1ª/10º GACosM) pode ser dividida em dois períodos: o primeiro tem início em 16 de março de 1613, com a instalação do Forte Santo Antônio de Monte Frio, e termina com a sua desativação em 19 de novembro de 1859; o segundo período teve como marco inicial o ano de 1893, quando o Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto, concluiu sobre a "necessidade de se fortificar, para proteger um porto, como o de Macaé, tão vizinho à Capital da Nação e de tão fácil acesso", motivando, assim, a inauguração do Forte Marechal Hermes, em 15 de abril de 1910.

Construída em 1908 com quatro Canhões Armstrong 152, 4 provenientes do desativado Cruzador Tamandaré, por determinação do então Ministro da Guerra, Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca. Objetivada a defesa do Porto de Macaé, à época, imprescendível para o desenvolvimento regional

Em 1908, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, então Ministro da Guerra, esteve na cidade por ocasião de uma das recepções semanais realizadas no Solar de Monte Elíseo, residência do Coronel José de Lima Carneiro da Silva, neto de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Estavam presentes, além do coronel, outros descendentes do Patrono do Exército Brasileiro. Na ocasião, ficou decidido, como consta em documentos do arquivo do Distrito Federal, que a família de Caxias doaria 30 contos de réis para a conclusão das obras, agora sob um projeto mais reduzido do que o orçado originalmente. O governo, por sua vez, comprometeu-se com mais 15 contos de réis.

 

Pavilhão de Comando

Com estilo arquitetônico datado de 1939, tratase da principal edificação do Forte, pois concentra as atividades do Comando e administrativas.

O Governo Geral ordenou ao Capitão-Mor da Capitania de Cabo Frio, Constantino Menelau, a construção de uma fortificação para viabilizar a fixação do aldeamento à foz do Rio Macaé. O "Forte de Santo Antônio de Monte Frio" teve suas obras concluídas em 1613, no saliente NE, do planalto em que se ergue o morro, por isso chamado de Fortaleza, armando-a com cinco peças. Posteriormente, em 1762, foi reconstruída por Conde de Cunha, por ordem do então Governador do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Moraes, e ficou armada com 7 bocas de fogo.

Em 6 de março de 1855 a cidade foi abalada por um fato famoso: a praga rogada por Manoel da Mota Coqueiro, momentos antes do seu enforcamento, a despeito de seus protestos de inocência, para que a cidade estagnasse o seu progresso por um século. Por uma estranha coincidência, em 19 de novembro de 1859, a fortificação foi desativada juntamente com outras do Estado do Rio de Janeiro por ordem do então Ministro da Guerra, o Coronel Reformado Sebastião do Rego Barros "por não serem satisfatórias suas condições defensivas e muito onerosa ao Tesouro Nacional a sua conservação

 

Muralha do Forte Santo Antônio do Monte Frio.

Construída em 1613, por ordem do Capitão-Mor de Cabo Frio, Constantino Menelau, com o objetivo de impedir a interiozação de navios piratas pelo Rio Macaé, este patrimônio Histórico e Cultural distingui-se por ser o marco inicial da Cidade de Macaé.

O segundo ciclo econômico de Macaé, impulsionado pelas construções do Canal e da Ferrovia Macaé-Campos e pela lavoura cafeeira nos Distritos Serranos, fez nascer um importante porto fluminense, que seria palco de uma intensa agitação comercial no fim do período Imperial. Em 1880, a Companhia que explorava este transporte marítimo dispunha de cinco balsas a vapor com tráfego regular entre Imbetiba e o Rio de Janeiro.

O velho e abandonado Forte repercutiu esta fase de intenso progresso em Macaé, pois em 1893, o Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto, conclui sobre a "necessidade de se fortificar, para proteger um porto, como o de Macaé, tão vizinho à Capital da Nação e de tão fácil acesso".

Assim, são iniciadas as obras de um semi-reduto, no saliente sudoeste, em cota de 22 metros mais ou menos, orçada a em 828 contos de réis. Entretanto, a cidade, mais uma vez, vê extinguir-se o vertiginoso crescimento econômico, pois a Leopoldina, com a ligação Rio Bonito-Macaé-Campos, absorveu todo o transporte da produção dessa região, cujo barateamento nos custos foi uma lógica opção dos produtores. Seguiu-se, daí, rápido declínio do Porto de Imbetiba, que permaneceu, assim, sem função, até que sua licença alfandegária foi extinta em 1903. As obras da Fortaleza seguiram o declínio do Porto. Em conseqüência, após gastos 231 contos, entre 1898 e 1900, e, também, por falta de verba, a obra foi suspensa em meados de 1900.

 

Existe uma lenda que através de um túnel, poderia sair do Forte e chegar até o Castelo. Será esta a entrada

 

 

Portão das Armas

Reinaugurada em 1958, a entrada do Forte Marechal Hermes é guarnecida pelos históricos canhões 152.4, desativados em 1997.

No decorrer dos seus 390 anos de vida, a 1ª/10º GACosM acompanhou, efetivamente, os movimentos sociais, políticos e econômicos da Região Norte Fluminense, seja contribuindo para as suas consecuções ou tendo compartilhando destes movimentos.

Monumentos aos Pracinhas Brasileiros.

Em 21 de dezembro de 1908, depois de locada a bateria alta no topo do morro pelo tenente-coronel de engenharia José Bevilacquia, as obras foram reiniciadas, dirigidas pelo capitão de engenharia Alberto Lavenére Wanderley. Em 13 de fevereiro de 1909 o primeiro-tenente Feliciano Sodré assumiu as obras até o seu término, com a instalação de quatro canhões Armstrong 152 mm, c/50 TR, montados em reparos Wavasseur, recentemente desativados do Cruzador Tamandaré, da Marinha Brasileira.

O Forte foi inaugurado em 15 de abril de 1910, pelo então Ministro da Guerra o Exmo General José Bernadino Bormann, na presença do Marechal Hermes da Fonseca, Presidente Eleito da República e demais autoridades civis e militares. O Presidente Eleito e sua comitiva foram recebidos pelo Coronel José de Lima, neto de Caxias, seguindo, posteriormente, de carruagem, até o local da inauguração.

Estava assim inaugurado o Forte Marechal Hermes .

À mesma data, foi o Forte entregue ao Comando da 8ª Região Militar e ficou guarnecido por um contingente do 38º Batalhão de Infantaria, chefiado pelo 2º Tenente João Augusto Mendes Autas. Entretanto, só foi transformado em uma Organização Militar pelo Decreto Nº 12502, de 6 de junho de 1917, que lhe concedeu autonomia administrativa, os quadros de organização de pessoal e de distribuição de material e a denominação de 6ª Bateria Isolada, tendo como primeiro comandante o Capitão Hermes d'Allicourt Severiano da Fonseca, filho do Marechal Hermes da Fonseca.

Informações cedidas pelo Tenente Edilson

Informações sobre canões e construções obtidas no folheto FORTE MARECHAL HERMES - Patrimônio Histórico Cultural


 

Ajude a Preservar a Serra, click e veja as degradações.

 

 

Desema Web Mail

Ftp Desema

Apoio